terça-feira, 28 de dezembro de 2010

PRESIDENTE DO SUDÃO TENCIONA RADICALIZAR O REGIME SE O SUL SE TORNAR INDEPENDENTE

     O Presidente do Sudão, Omar Al-Bashir, afirmou hoje que o seu país adoptará uma Constituição islâmica se acaso o Sul se separar depois do referendo marcado para Janeiro.
     ¨Nessa altura não haverá tempo para falar de diversidade de cultura e etnicidade¨, afirmou o presidente a partidários seus durante um comicio na cidade de Gedaref, no Leste do país.
     ¨A sharia (lei islâmica) e o Islão serão a principal fonte da Constituição, o Islão a religião oficial e o árabe a lingua oficial¨, disse Al-Bashir, que também defendeu a policia que foi filmada flagelar uma mulher.
     O plebiscito sobre se o Sul do Sudão, predominam as crenças tradicionais e o Cristianismo, se deverá tornar independente está previsto num acordo de paz que foi assinado em 2005 para se acabar com décadas de luta entre essa parte do país e o Norte, essencialmente muçulmano.
     O acordo estabeleceu uma Constituição interina que limita a sharia ao Norte e reconhece ¨a diversidade cultural e social do povo sudanês¨.
     Analistas citados pela Reuters prevêem que a maior parte da população sulista escolha a independência no referendo que deverá arrancar a 9 de Janeiro e durar uma semana.
     As afirmações feitas hoje por Al-Bashir aumentam as preocupações de centenas de milhares de naturais do Sul que estão a viver no Norte e que temem a forma como virão a ser tratados depois do divórcio entre as duas partres.
     O Presidente sudanês é alvo de um mandado de captura do Tribunal Penal Internacional, afim de ser julgado por crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio cometidos no Darfur, que é a parte ocidental do país e que também ela chegou a ser um território independente, governado por sultão.

                                                          Fonte: Miaf Missões Para Africa

EXPLOSÃO EM ÔNIBUS MATA 2 NO QUÊNIA

NAIRÓBI (Reuters)  Duas pessoas morreram e quase 30 ficaram feridas na segunda-feira por causa da explosão de uma mala que estava sendo embarcada num ônibus que iria de Nairóbi, no Quênia, para Uganda, segundo uma fonte policial.
                                    ¨Suspeitamos que uma pessoa morta seja uma das seis que queriam colocar a mala no ônibus, mas isso não foi confirmado¨, disse à Reuters o porta-voz  policial Eric Kiraithe.
                                     Horas antes, autoridades de Uganda haviam se declarado em alerta elevado contra a possibilidade de um atentado que estaria sendo preparado por grupos ligados à Al Qaeda, para atingir o país africano na época das festas de fim de ano.
                                      Campala, capital de Uganda, sofreu em 11 de julho um duplo atentado suícida, quando torcedores assistiam pela TV à final da Copa do Mundo da África do Sul. O atentado, reivindicado pelo grupo rebelde somali Al Shabaab, matou 79 pessoas.


                                                                                                     Fonte: Miaf Missões Para Africa